Inclusão no ambiente de trabalho

Diversidade e Inclusão 30 de Set de 2022

A definição de inclusão, de acordo com o dicionário, é “ato ou efeito de incluir(-se)” ou relação entre duas classes tal que os elementos constitutivos de uma se encontram entre aqueles da outra”.

Essa segunda definição diz muito sobre o que é a inclusão em um ambiente de trabalho, pois se trata de realmente fazer com que pessoas de uma determinado grupo, se encontrem entre as de outro, e se sintam genuinamente parte de algo. E como fazer isso?

Nós aqui na Inboarding consideramos o termo mais correto utilizar pessoas de grupos não representadas, e não usamos minorias. Minorias muitas vezes passa a idéia que são pessoas em menor quantidade, o que não é verdade. Pessoas de grupos não representados geralmente são a maior parte da população mas não estão presentes e incluídas no ambiente de trabalho.

Antes de criar estratégias de inclusão, é essencial entender que o tema abrange muito mais do que o que naturalmente pensamos. Não se trata de apenas um grupo, é sobre vários aspectos sociais, e o time de recursos humanos deve ter a sensibilidade de fazer essa análise, para garantir que todos, sem discriminação, tenham uma oportunidade real.

Isso pode demandar uma mudança de cultura e a necessidade de estímulos para profissionais que já estejam na empresa. Talvez seja trabalhoso, mas os resultados a médio e longo prazo são recompensadores.

Alguns grupos que devem ser considerados nas estratégias de diversidade e inclusão são:

  • Pessoas com deficiência
  • Raça e etnia
  • LGBTQIA+
  • Pessoas 50+
  • Pessoas com TDAH
  • Pessoas com depressão, ansiedade, síndrome do pânico, etc.
  • Mulheres, em relação à respeito e equidade de gênero
  • Estrangeiros
  • Entre outros.

Em suma, a inclusão significa criar um ambiente pluralizado, de aceitação, por isso fala-se tanto em inclusão e diversidade como uma dupla, pois uma influencia diretamente na outra e podem gerar muito sucesso para as organizações - e para a sociedade.

Importância da inclusão

Ter um programa bem definido de inclusão é importante para garantir que a empresa cumpra seu papel social e desenvolva um sistema de impacto positivo.  Mas além disso, temos que destacar e reforçar que organizações com uma cultura inclusiva são mais produtivas e geram maiores resultados financeiros.

Organizações que investem em diversidade podem ter tanto sua imagem melhorada como também o desempenho financeiro, como foi apontado por uma pesquisa da McKinsey, 35% das empresas com diversidade racial e étnica são mais propensas a terem ROI acima da média nacional.

Além do retorno financeiro, empresas multiculturais e plurais tendem a serem mais inovadoras, já que as diferenças agregam positivamente nas discussões e conhecimentos, podendo gerar novas soluções.

Outros pontos positivos da inclusão são:

  1. A diversidade ajuda as pessoas a terem um novo olhar para seus clientes e, possivelmente, criar melhores maneiras de atendê-los;
  2. Inclusão aumenta a tolerância dos funcionários e faz com que se tornem pessoas melhores e ajam de maneira mais colaborativa e mais engajadas;
  3. Um ambiente inclusivo é mais acolhedor, e isso pode beneficiar na satisfação das pessoas com a empresa, reduzindo a rotatividade (turnover) das pessoas colaboradoras;
  4. A marca empregadora pode ser afetada positivamente, já que a percepção das pessoas colaboradoras da empresa e do mercado serão melhores.

Como estimular inclusão?

Esse é um trabalho contínuo e que deve levar em consideração a cultura da empresa. Estratégias devem ser criadas para gerar uma cultura de boa convivência, o que beneficiará a empresa com a redução de conflitos e menos problemas desse tipo para a equipe de recursos humanos.

Um ponto muito importante é garantir que colaboradores sejam avaliados pelo seu desempenho e não por suas características, sem beneficiamento por afinidade, sempre mostrando transparência.

Algumas iniciativas importantes:

  • Capacitação das pessoas colaboradoras sobre modo de se relacionar das pessoas e respeito ao próximo;
  • Preparação de lideranças para que gestores sejam pessoas conscientes e porta vozes da inclusão;
  • Programas de inclusão de pessoas com deficiência (PCD) como, por exemplo, o ensino de libras para funcionários;
  • Mostras culturais para estimular a diversidade;
  • Programas voluntários para incentivar a integração de colaboradores dentro e fora do trabalho;
  • Programa de Educação Corporativa para oferecer possibilidades de estudos à todos;
  • Nivelamento de conhecimento durante indução de novos talentos - o onboarding precisa ser didático e inclusivo.
  • Código de ética e política de tolerância zero com preconceitos e abusos;

Processo Seletivo

O recrutamento e seleção de novos talentos também tem um papel importante na diversidade e inclusão da empresa. É essencial ter critérios claros de avaliação para garantir que pessoas alinhadas com as políticas da organização sejam contratadas.

E é válido deixar claro desde o início do processo, para todos os participantes, como é a cultura da empresa e o que é esperado deles em relação à isso.

Leis e Iniciativas para a Inclusão

No Brasil, desde 1991, existe a Lei de Cotas que determina que as empresas tenham em seu quadro de funcionários uma porcentagem mínima de pessoas com deficiência.  Ainda hoje ela se faz muito necessária, já que boa parte das pessoas com deficiência encontram dificuldades de contratação.

Sua versão mais atual foi promulgada em 2016 e as porcentagens mínimas variam de acordo com a quantidade total de colaboradores:

  • Até 200 funcionários: 2%
  • De 201 à 500: 3%
  • 501 à 1000: 4%
  • A partir de 1001 funcionários: 5%

Inclusão de LGBTQIA+

Outra iniciativa de inclusão no Brasil é a Carta de Apoio à Diversidade, ao Respeito e a Inclusão de Pessoas LGBT+ nos Locais de Trabalho. São 35 grandes empresas, que empregam mais de 100 mil pessoas no país, que se uniram para assinar um compromisso com a diversidade e inclusão. Empresas como LinkedIn, Google, Oracle, Natura e Microsoft.

A carta faz parte da iniciativa da Out & Equal, ONG internacional focada na igualdade para LGBTQs no ambiente de trabalho.

ONU e a igualdade de gênero

A iniciativa WEP - em português Princípios de Empoderamento de Mulheres - é um conjunto de princípios sugeridos para guiar negócios em como promover a igualdade de gênero e empoderamento de mulheres no ambiente de trabalho e na comunidade.

Eles seguem os padrões da ONU de direitos humanos, e foram estabelecidos pela UN Global Compact e UN Women. Confira este vídeo para saber detalhes do projeto.

Conclusão

Não é simples criar uma cultura de inclusão para todos, mas é recompensador, tanto do aspecto financeiro, como vimos com a pesquisa da McKinsey, quanto para o bem estar das pessoas colaboradoras que passarão a viver um ambiente seguro, de respeito e mais engajado.

Uma outra pesquisa, realizada pelo Hay Group, mostrou que empresas onde os funcionários reconhecem a diversidade do ambiente tem 17% maior engajamento de colaboradores, ou seja, as pessoas estão mais dispostas a irem além de suas responsabilidades e se doarem para a organização, gerando mais resultados financeiros.

Aproveite estratégias já testadas que tenham dado resultado para outras empresas e use ferramentas que possam auxiliar na mudança de cultura da empresa e comportamento dos colaboradores para criar um ambiente inclusivo, de respeito e diversidade.


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Fernanda Martins

Designer, Fernanda tem a missão de promover a inclusão como estratégia competitiva e implementar tecnologias disruptivas para a transformação digital.